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PAN
AMERICANO FEMININO 2008
PAT
& JERI: Coadjuvantes ou Atrizes Principais?
por Karla Redig

Afinal de contas, quem são essas duas
pessoas que sempre estão viajando com o TEAM USA não importando se é
a seleção masculina, feminina ou mista ?
A mais conhecida de todas nós é a Jeri Edwards. Muitos aqui a chamam
de Barbie, Mulher –Sorriso, mas não importa a forma como é conhecida
mas sim a importância que ela tem no sucesso do TEAM USA.
Jeri se formou em marketing pela Universidade da Pennsylvania por onde
jogou boliche durante os seus quatro anos de faculdade. Logo depois
seguiu carreira profissional no LPBT (Ladies Professional Bowling Tour)
onde jogou por 5 anos ganhando em 1990 o Greater Atlanta Open. Ela tem várias
partidas de 300 e a sua série mais alta é de 812. Jeri
está há quase 20 anos se dedicando a carreira de técnica. Ela
é USBC Gold Certified Coach (certificação mais alta) e substituiu
Fred Borden no comando da Equipe de Técnicos do TEAM USA.
O que mais me impressiona na Jeri é a sua energia. Ela está sempre
sorrindo e passa horas e horas em pé enquanto suas atletas estão
jogando. Ela anota cada jogada de cada uma das suas jogadoras. A anotação
é uma só: o frame jogado e o pino que ficou.(se é que ficou algum) Em
outra folha ela controla qualquer alteração feita pela jogadora, seja
ela de bola ou de região. Sempre que uma jogadora encontra qualquer
problema durante o jogo, ela a chama para conversar e com esse mesmo
sorriso que está na foto, sugere mudanças.
A Jeri provavelmente é a mais entusiasta torcedora do Time. Vibra a
cada arremesso de suas jogadoras e comemora cada strike como se fosse o
seu. Nem mesmo um pino isolado passado ao largo é capaz de remover o
seu sorriso, pois ela tem a certeza de que a recuperação vem logo a
seguir.
E depois do jogo ? Ao retornarem ao hotel, o Time se reúne sempre no
quarto dela (ou às vezes de outro treinador) para discutirem o que
aconteceu durante o dia. As primeiras palavras são dela que faz um
levantamento geral do dia, apontando as mudanças ocorridas nas pistas
durante o turno, como cada jogadora se comportou no jogo e já apontando
sugestões para a próxima rodada. Depois, todas têm a chance de se
pronunciar sobre o seu jogo e o que viram durante o dia. Ao
final todas permanecem reunidas no quarto, pedindo uma pizza ou comendo
alguma comida preparada por uma delas.
Pat Winkels, ou “Momma” como é carinhosamente chamada por todos no
time e até por alguns penetras (inclusive eu) é a Gerente da Equipe ou
Team Manager. Ela é responsável por toda a logística do TEAM USA e
isso inclui, passagens, alimentação e hospedagem quando estão
viajando e mais o dia a dia da equipe.
Não é raro ver a Pat com um saco cheio de balas oferecendo a todos os
presentes no boliche. São balas que as suas atletas gostam de comer e
ela não deixa faltar.
No Chile, quando dava 10:15 (O shopping abria às 10:00), a Pat
adentrava o boliche com vários copos de café do Starbucks, conforme
havia sido encomendado pelas atletas. O seu cuidado com as atletas é
tanto que ela é sempre a última a sair de qualquer local de competição,
assegurando que todas já estão no ônibus.
Aqui no Brasil, durante o Pan, várias vezes vi o Rhino se dirigindo a
ela para saber qual era o horário do toque de recolher, principalmente
no dia da festa de encerramento. Pat assegura que cada detalhe do time
esteja de acordo com o esperado.
No Chile, ela levou bandeirinhas americana para que as atletas usassem
no dia do desfile e comprou na véspera de embarcar, meias com as cores
da bandeira americana para todas como um “mimo”.
Pat também é incansável e chega no boliche no primeiro ônibus e sai
no último. Sua maior preocupação é que as atletas estejam
bem, se comportando e honrando a camisa do seu País. Pat me disse que
antes de fazer parte do TEAM USA cada atleta tem que assinar um tipo de
Código de Comportamento do Time e cada vez que viajam, assinam
novamente um termo de compromisso onde estão claras as regras
comportamentais daquela viagem.
Pode parecer apenas um trabalho burocrático mas a Pat tem voz na formação
do TEAM USA. O seu voto é tão importante quanto o da Jeri e qualquer
outro membro do Comitê Gestor. Para ela, não adianta saber jogar
boliche e não saber representar o seu País. É importante e
fundamental que o jogador seja um atleta dentro e fora da pista e isso
é sempre levado em consideração na hora de renovar o time.
E aí, coadjuvantes ou atrizes principais? No meu ver atrizes principais
pois sem elas, as jogadoras teriam preocupações que não são delas.
Enquanto a Jeri e a Pat estavam no Congresso Técnico, as jogadoras
estavam passeando. Enquanto a Pat se encarregava das passagens e
hospedagem, as jogadoras treinavam. Enquanto a Jeri anotava frame a
frame de cada jogadoras, elas se preparavam para o próximo arremesso.
Ou seja, estrutura é tudo !!!
É muito mais fácil treinar sabendo que tem alguém se preocupando com
o seu uniforme, com a sua passagem e com a sua hospedagem. Treinar
sabendo que qualquer dificuldade que você encontrar durante o jogo, terá
alguém preparado para
lhe auxiliar. Não perder preciosos minutos do bate-bola lixando sua
bola pois ali tem alguém que faz isso por você. Querer tomar uma
coca-cola e ter alguém disponível para buscar para você. E
mais importante, ter sempre alguém disponível para lhe ajudar, para
conversar e para trocar informações, pois você faz parte de um time,
um time não de 6 jogadoras, mas sim de 10 pessoas pois além da Jeri e
da Pat, tinha também o Dave e o Lucas Wiseman.
Para
saber mais sobre a participação brasileira no Pan-americano Feminino no
Chile, clique aqui...
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